Bicicleta e Coronavírus - por que e como pedalar em tempos de Covid-19

Pedro Werneck

Por Pedro Werneck

Apaixonado por bicicletas, publicitário e parceiro Velo

Publicado em 03 de junho de 2020 | Atualizado em 03 de junho de 2020.


Entenda como o Coronavírus está impactando a forma do mundo ver a bicicleta e saiba como pedalar com segurança em tempos de epidemia de Covid-19.

A epidemia do novo Coronavírus está mais forte do que nunca no Brasil, chegando a marca de 30.000 óbitos durante a produção deste artigo (03/06).

Com números muito negativos e sem previsão de uma vacina no futuro próximo, a relação das pessoas com qualquer atividade fora de casa mudou drasticamente.

Para nós, amantes do pedal, não poderia ser diferente. 

A prática do ciclismo sofreu restrições, com parques, praças e complexos de trilhas sendo fechados. A indicação atual em muitas cidades é que quem puder deve permanecer em casa.

Mas com a reabertura gradual da economia, a bicicleta entrou na discussão como uma das melhores de formas de garantir a locomoção urbana sem a necessidade de aglomerações em espaços fechados.

Bicicleta como forma de mobilidade durante a crise do Coronavírus

Para quem vai voltar, ou mesmo não deixou de sair de casa para trabalhar, a bicicleta passa a ser uma opção que deve ser considerada.

Veículo individual e que transita ao ar livre, bicicletas garantem distanciamento entre o ciclista e outras pessoas que usam as vias públicas.

bike e coronavírus

Por esses motivos, a OMS, Organização Mundial da Saúde, indicou que usar bikes na locomoção deve ser considerado sempre que possível.

A cartilha com essa e outras recomendações pode ser baixada aqui. Abaixo está o trecho em questão:

covid-19 e ciclismo

A organização ressalta que, além de garantir o distanciamento social, se locomover por bicicletas permite que você realize sua cota mínima de atividades físicas, o que ficou mais difícil com restrições de locomoção e acesso limitado a outros tipos de atividades.

Mas as bikes não estão em evidência só como forma de locomoção mais saudável.

Bicicletas e a procura por atividades ao ar livre

Com o distanciamento social sendo a principal arma contra a propagação do novo Coronavírus, e a indicação da permanência em casa sempre que possível, as pessoas vem procurando formas de manter sua saúde física e mental.

Durante os períodos de quarentena mais severa, as atividades físicas em casa se mostraram a forma mais segura de manter a saúde física.

Entretanto, com a flexibilização da quarentena e o controle dos casos em algumas regiões, aumenta o interesse por voltar a praticar atividades físicas ao ar livre.

E é aí que entra a prática do ciclismo.

ciclismo e coronavírus

A possibilidade de sair de casa para pedalar ao ar livre já movimentou o mercado da bike em outros países. 

Na Austrália, por exemplo, lojistas relatam um aumento repentino na procura por bicicletas depois do início da pandemia. 

Mesmo em lojas que costumavam vender bicicletas mais caras e avançadas, a compra de modelos de entrada foi a que sofreu o maior aumento.

Por se tratar de uma atividade prazerosa e que permite contato com a natureza ou simplesmente o mundo exterior, pedalar tem se tornado a opção de escolha de famílias e pessoas em confinamento.

Mas afinal, é seguro pedalar em tempos de pandemia de Covid-19?

Como pedalar com o máximo de segurança durante a pandemia

A recomendação é que se você quer garantir o máximo de segurança possível, ficar em casa é a melhor solução.

Mas isso não quer dizer que pedalar seja uma atividade de alto risco. Pelo contrário, feito da maneira correta o ciclismo é uma das atividade consideradas de pouco risco.

Por isso vamos analisar o que a ciência já sabe sobre a transmissão do novo Coronavírus até agora, e te mostrar as melhores práticas para um pedal seguro.

Propagação do novo Coronavírus pelo ar

Apesar de ainda não termos todas as respostas, os últimos indícios mostram que o vírus tem capacidade de se propagar pelo ar.

Estudos apontam que atividades como falar e respirar são capazes de lançar partículas que contém o vírus, e que podem permanecer no ar durante algum período.

Diversos fatores entram em cena quando vamos analisar se pedalar atrás de outro ciclista pode causar uma infecção. Alguns deles são:

  • distância entre as pessoas;
  • ventilação no local;
  • uso ou não de máscara por cada uma das pessoas;
  • propensão individual para espalhar o vírus;
  • condição de saúde do receptor do vírus;
  • tempo de exposição e quantidade de partículas de vírus.

Especialistas afirmam que apesar da capacidade de infecção do vírus não ser baixa, é preciso um conjunto de fatores ideal para que alguém seja infectado durante um pedal.

Por isso a prática de ciclismo, seguindo as diretrizes que vamos colocar abaixo, é considerada uma atividade de baixo risco.

Quem NÃO deve pedalar

Vamos começar falando do grupo que é aconselhado a não sair de casa, independente de qualquer fator que vamos citar a frente.

É indicado que não pedale pessoas que:

  • Estiverem apresentando sintomas do Covid-19, mesmo que não tenha feito teste;
  • Tiverem testado positivo para o Covid-19 e ainda não tenham passado do período de recuperação ou ainda apresente sintomas.

Mas quais são os sintomas que devem ser observados e qual o período de recuperação?

Não deve pedalar que tiver com sintomas de febre, tosse ou falta de ar.

No caso dos pacientes que testaram positivo para o Covid-19, é permitido voltar ao convívio social após 14 dias (em casos leves e se a pessoa não apresentar mais os sintomas descritos acima) ou após liberação médica em casos que o paciente apresentou sintomas mais severos.

Se você não faz parte desse grupo, o ciclismo pode ser uma atividade benéfica, desde que siga as instruções a seguir:

Não pedale em grupo

Ciclismo ou mountain bike são, para muitos, atividades sociais. Envolvem encontrar um grupo e fazer juntos algum trajeto.

NÃO PEDALE EM GRUPO

Entretanto o convívio com outras pessoas deve continuar sendo evitado, pois representa a maior forma de propagação do vírus.

Fazer um pedal em que você está constantemente em uma fila de ciclistas com quem você não mora é uma forma fácil de aumentar as chances de você contrair o novo Coronavírus.

Mas isso não quer dizer que você precise pedalar sozinho ou só com pessoas que moram com você.

Escolha uma ou duas pessoas que não moram com você para te acompanhar nos pedais, e se atenha a elas enquanto a crise de saúde não se atenua no Brasil.

Sempre que for pedalar acompanhado, use máscara

Vai sair para pedalar com esses amigos que escolheu, ou simplesmente vai pedalar em um local em que vai passar próximo de outras pessoas? 

Use máscara!

Independente da sua condição de saúde ela ajudará a evitar que você se contamine, ou que contamine outros.

Peça para quem pedala com você também usar máscara. Isso diminuirá a chance de contágio.

Mantenha distância de qualquer pessoa que não morar com você

Vai pedalar com um amigo ou simplesmente encontrou ou cruzou com alguém durante o pedal?

Mantenha no mínimo 2 metros de distância a todo momento. Se estiver pedalando atrás de alguém que não mora com você aumente essa distância para 4 metros ou mais.

Escolha sua rota para evitar contato humano

Evite qualquer via que esteja muito movimentada, assim como partes da cidade que veem muito movimento mesmo durante a epidemia.

Se for pedalar em uma trilha, tente escolher um local menos movimentado, ou horários alternativos em que você encontre o mínimo de possível de pessoas.

Se você puder escolher, opte por pedalar distante de centros urbanos de qualquer tipo.

Não toque seu rosto sem antes higienizar as mãos

Esta é uma das dicas mais faladas no geral, mas também uma das mais ignoradas.

Leve álcool em gel, ou um pano molhado com álcool, e limpe bem as mãos antes de tocar os olhos, nariz ou boca.

Mantenha seu corpo saudável

Garanta que sua imunidade está normal para quando for sair para pedalar.

Durma bem, se alimente de forma saudável e evite forçar seu corpo mais do que seu limite durante a pandemia. 

Um corpo saudável é menos propenso a contrair o vírus.

Opte por pedais de pouco risco

A última coisa que você quer é ir para o hospital no momento em que estamos.

Não porque não terão médicos ou lugares disponíveis, mas sim pois hospitais são pontos de alto risco de infecção pelo vírus.

Portanto não é o momento de tentar pegar um KOM, bater um recorde pessoal, ou tentar uma nova manobra.

Se cuide fora dos pedais

Por último, garanta que você está se protegendo também nos momentos em que não está pedalando.

Menos ciclistas infectados significa que os locais de pedal vão estar mais seguros para todos!

A Velo pede que todos os ciclistas sejam cuidadosos durante a epidemia do novo Coronavírus, e se coloca a disposição caso você queira pedalar mais seguro.

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